Ode a poesia compacta mas densa, de variadas formas, de estrutruras diversas..... ode aos haikais, aos senryus, aos poetrixs, aos micropoemas, aos microcontos, a tudo que é sucinto mas impactante... palavras mínimas.... comunicação incomensurável...



domingo, 27 de março de 2011

Sem sonhos

Vida?
Não!
Sobrevivência.

Sonhar

Todos os dias
A cada momento
A cada ínfimo instante de vida.

Nevoeiro

Inverno?
Não!
Pobre cidade poluída ....

Verão

1,2,3...
Infinitas andorinhas
no céu toledano.
Cinza borboletinha
Estática
Escutando a aula.

Susto

Olhei
e vi um borrão no céu
era o meu óculos.

Páginas

O meu caderno é infinito
Livro aberto
e eu existo.

Illa

Voz de princesa
Face de anjo
Encantamento exaurido.
Sorriso de ponta a ponta
brilho no olhar
felicidade em pessoa.

Temporalis

Vento maluco
Passarinhos alvoroçados
Corre-corre.
Céu cor de fogo
Crepúsculo
Pôr-do-sol.

Brilho no céu

era sol
ou era lua?
era noite.
Gigantona a lua
Face brilhante
Existência maior.
Sol de rachar
Finíssina chuva
Refrescância.
Bem-te-vi
Eu te vi
na praça.

Engano

Reflexo na parede
fiquei com medo
era a minha própria sombra.

Silêncio total

apenas o sol latente
e o vento amenizando
Domingo.
Na pasta de dente
um fedi-fedi
mau hálito.

Rebeldia

Folhas no quintal
ventania
a manhã toda.

Contradição

Com a distância
o amor parece maior
a saudade aproxima.
Lua iluminada
na imensidão terráquea
Gigante astro.

Lua gigante

abre, fecha
nuvens brincando
de cortina.

domingo, 20 de março de 2011

Rayuela

en la acera
volvi...
a ser niña.

Poesia nossa

Poesia nossa de cada dia
Que estais em todo lugar,
Mostre-nos tuas faces
E tua subjetividade.

Que as palavras que te compõem
Sejam por nós entendidas,
Perdoe-nos pela incompreensão
Que perdoaremos quem lhe escreveu
E não nos deixais esquecermos de vós.

Feito.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Ululo
Casulo
Pululo.

Lírica

Lírios líricos
Melodia olorosa
Aromática sensação.

Na praça

As crianças correm
Os jovens jogam bola
E os adultos sorriem.

O muro da escola

é de lápis de cores
para os alunos escreverem
a sua trajetória.

Ocasionalmente

Por acaso
você viu o ocaso?
Casualmente...
Vi o caso.

Fome

Alguém comeu
um pedaço da lua
e um bocado de estrelas.

Voar literário

A borboleta
pousou...
no livro aberto
Também quer sentir
a magia da poesia.
Pequeninas liláses flores
Preguiçooosas...
Só acordam no crepúsculo.

Alba palma

Palma bate
na calada
da noite.
Monocotiledôneas, dicotiledônias
Amareladas, laranjadas...
Ah! São pomposos lírios.
Rubríssima a flor
Cheiro de amor
Espinho de dor.
Lírios singelos
No jardim
de mamãe.

[ ]

Pela fresta
Um pedaço...
de vida.

Luar

Na imensidão fusca
Um brilho de luz
Lua de luz.

Ramalhete

Da noiva?
Não!
Da noite.
Do galho seco
A viva flor
A flor em vida.

Verdíssima

Vão derrubar...
Que mal faz
a linda árvore florida?

Poesia sim!

Leite
Pão
Manteiga
Vassoura
Detergente

O que é?

Uma folha seca
na parede?
Não! Uma borboleta.

sábado, 12 de março de 2011

Inovar

Respirar novos ares
Outras sensações
Diferentes ocasiões.

Cara

faz uma cara
que as nossas caras
não se vem.
Sons aquáticos
Artificiais brilhos
Naturais pensamentos.
De dia haicais
De noite
haicaista.

Disputa

De um lado, sol minguado
De outro, cara de chuva
Astro solar prevaleceu.

Majestosas

Flores brancas
no jardim
da Igreja.
Matinho verde
Vida
até nos fios elétricos.

Esqueleto

No meio da cidade
um prédio
em construção.

Elas

Nasceram....
Trigêmeas
As casinhas vermelhas.

Noite

Contando estrelas
pra ver se a noite passa
e o sono chega.
PLOC, PLOC, PLOC
FIU, FIU, FIU
RING, RING, RING
chuva, vento, pensamento.
Sons aquáticos
Brilhos lunáticos
Que didáticos!
Céu azulado
Vento sereno
Raros astros celestiais.
Espaço pra haicai
Inspiração não sai
Compra um bonsai.
Tarde de primavera
No horizonte,
Pôr-do-sol.
Grandiosidade criativa
Simplicidade vivida
Espontaneidae emotiva.
Mochilas passam
Pessoas ficam
Almas esperam.
Vento na face
Cantar dos pássaros
Descanso natural.
A alegria
de dia
enebria o ser.

Inspiração

Compondo haicais
na volta pra casa.

Amanhecer

Garoa
Tapete de flores amarelas
Primavera.
Na brevidade do dia
um haicai
sai.
Gároa
Arco-íris
Crepúsculo.

Gotículas

Coloridas nuvens
Chuva fina
No entardecer.
Catavento
Vento, vento
fugiu...

Áurea

Paz estampada na face
Exala tanquilidade
De alma serena.

Agosto

Furor do vento
Torrente aquática
Tempestade transcedental.

Arte

Cristais pluviais
pendem do céu
Obra da natureza.

Embriaguez

Doses diárias
de literatura
e drinks de poesias.

Aroma

Perfume floral
Rosas rosas
no jardim.

Manhã

Finíssimas gotas
no chão matutino
pálido céu.

Viver

A vida é viva
O vivo é vida
Viver a vida.

Não canso

a minha beleza
de ver a beleza
da natureza.
Capim fino
Tira pino
Põe sino.

Encontro

Finas gotas
Chão fumaceante
Choque de sensações.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Mutação

Ser mutante
majestosos voos
da barata voadora.

Menina

Não era uma pedra
era uma mochila
no meio do caminho.
À meia-noite
silêncio
praça vazia.

Verão

Visitantes
Sobrevoando a cidade
as andorinhas.

Correria

Pingos d'água
Roupa no varal
Corre-corre.

Crepúsculo

Nuvens lácticas
Céu anílico
Harmonia vivida.

Poderes

Regem a vida
na terra,
não a morte.

Passeio

Na fonte
o sabiá
passeia.

Catedral

Raios de luz
nos vitrais
Suntuosas formas.

Assassinato II

Puft!
no chão
a mosca.
No jardim
a borboleta
passeia.

Tempo

TIC..
O relógio parou
no auge da vida.

Baralho

Cartas dispostas
uma a menos
no jogo da vida.

terça-feira, 8 de março de 2011

Assassinato

Blaft!
e o mosquito
levemente se foi ao chão.

Acontecimento

Emprestei o fato
Virou poemato
e poetrix.

Brasil

Foi descoberto.
Quem disse que se pode
despir um país?

Compactos mas densos

Poesia da concisão
Mínimo de termos
Máximo de expressão.
Tarde ensolarada
Garoa refrescante
Frescor de verão.
Liláses, púrpuras
roxos, róseos
vivos ipês.
Singelo sorriso
Olhos brilantes
Face angelical.
Raios solares
ao entardecer
Noite chegando.
Felicidade exaurida
Explosão de encantamento
Fantasiosa vida real.
Semblante majestoso
Brilho ocular
Delicado sorriso.

Quê?

Um não sei o quê
que surgiu do nada
Se criou sem saber
E se foi sem entender.
Uma piscadela celestial
Uma mensagem divinal
Uma estrelada noite inaugural.
Arrepio
Noite nebulosa
Chuva a vista.
Visitas
Sem aviso
Cortina balançando.
Alegria contagiante
Poesia fascinante
Vida inebriante.

A vista

Não é terra a vista
É chuva a vista
Índios? Todos em casa.
Nuvens cinzentas
Gotas Cristalinas
Sábado chuvoso.

Limpidez

Luzes da cidade
Cantares das cigarras
Noite sem estrelas.
Encantadoramente lindo
Alegria exuberante
Existência feliz.

Dela

Fofíssimos
Brilhantes
Plenos
Magníficos cachos dourados.
Rabiscos incomuns
Esboços indefinidos
O sentimento aflorado.
Lindos olhinhos azuis
Brilhante cabelo loiro
Jovem ser 'inho'.
Molas cerebrais
olhos vibrantes
Ondas côsmicas.

Som natural

Mosquinha zumbindo
Embalando a noite
Cantando 'nana'.

Vida

A vida
é uma vinda
sem despedida.
Sons celestiais
Ventos naturais
Tempestade próxima.
Olhos brilhantes
Rosto pálido
Ondulantes fios castanhos.

Afável

Fisicamente desprezível
Intelectualmente admirável
Conhecimento inestimável.

Escrever

Escrever é o meu modo de exteriorizar-me.
Ar fresco
Nuvens cinzentas
Gotas cristalinas, próximas.
Explanações
Digressões
Compreensões.

Nebulosas

Nuvens longínquas
Esticadinhas
Deitadas no céu.

Desencontro

Um muito precoce
O outro tardio
Desencontro histórico.

Cosmos

Personalidades variáveis
Seres intergalácticos
Miscigenação cultural.

Música

Melodia conhecidíssima
Sentido inimaginável
Delírios imemoriais.

Manias

Manias, tiques
idiossincrasias
do ser do além
do ser do aquém
...
Comogonias
Cosmogomanias

Trema

O trema não é mais
nosso emblema
Que pena!

Ele

Sussuros inaudíveis
Presença impresente
Imaginação vívida.
Badalada frenética
Nada de fonética
poética.
Espalhafatosos no ar
faltantes, ocos talvez
idiossincráticos.

Feriado

Dia de praia
o guarda-sol
virou guarda-chuva.

Gude

Minúsculas bolinhas
de gude
no laranjado papaia.

Pérolas

Pérolas aglomeradas
Cristalinas e róseas
No romãzeiro.

Orifício

Uma abertura
A mosca entrou
Bocejei.

Porta

Na fechadura
espiei
um fio de vida.

Beijos

Um mínimo
Batidas frenéticas
Visitas à flor.

Visita

Uma fresta na janela
Feixe de luz
Bom dia!

Brincadeira

Cuidando da criança
Paft puft!
Deslize meu.

Aquarela

Pouca estrela
E sem ela
Não dá tela.

Luar

Meia-noite
Meia lua
Vida inteira.

Arrisquei

Não neguei
Resolvi dar uma chance
para o destino.

(Ir)real

Eu não acreditei
Falei me belisca
E o mosquito pic!

Maratona

O menino ganhou
Qual era o prêmio?
Duas bananas e um copo d'água.

O menino

Não fala
Não conhece o mundo dos sons
Nem vai conhecer.

Relatividade

Pomba da Paz, cá
Pomba da sobrevivência, acolá
Depende do lugar.

Desequilíbrio

Caderno novo
Natureza em desfalque
Menos uma.

Fuga

Campo de girassóis
Tarde amarelada
Cheiro de ocre.

Sonhos

Jovem moça
Sorriso de ponta a ponta
Sonhos de vida.

Telefonema

as 3 da madrugada
- Mãe é a tia Márcia!
- Você já sabe, né?
...
Lágrimas...

... cai

Olá papai!
que tal um haicai?
Não sai!

Convite

A contra gosto
fui e que gosto
desgosto.

Caixinha de fósforo

de gente
- dá um beijinho nela...
- Adeus mamãe!